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Sinfonias

V

Beatriz

A alma de Dante olímpica e divina,
Êmula e irmã do cisne de Ferrara,
Alma feita de sóis, têmpera rara,
Embebeu-se em tu'alma peregrina.
A luz, cândida dama florentina,
Do teu olhar, aveludada e clara,
Também os sons com ímpeto arrancara
D'aquela grande cítara argentina.
Já no quadro imortal do Paraíso
Eu descubro o reflexo passageiro
Do teu melífluo e límpido sorriso
E mais a tua candidez, a tua
Graça ideal e o teu perfil inteiro
Na Vita-Nuova aumenta e se acentua.

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