Sinfonias
VI
Natércia
Esse cantor guerreiro, cuja fama
O temporal dos séculos investe,
E da imortalidade no celeste
Páramo bate, rola e se derrama;
O peito de aço que o valor inflama,
Invencível, no entanto, tu venceste,
Tu, tirânico amor, tu que o prendeste
De um puro olhar nos vínculos de chama.
Ai! Natércia infeliz! breve apagou-se
A luz cândida, o brilho harmonioso
Do teu olhar, virgem serena e doce!
Viste o cairel do túmulo primeiro
E após, seguiu-te o rastro glorioso
O teu Camões, o teu cantor guerreiro!