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Sinfonias

No banho

Não eras só na câmera deserta
Quando o banho tomavas perfumoso;
Banho feito do aroma voluptuoso
Que às odaliscas a Turquia oferta...
Fora—do estio estava a calma aberta—
Dentro—o sossego morno e silencioso—
E eu às ocultas te mirava, ansioso;
Não eras só na câmera deserta...
E em torno derramaste o olhar celeste;
Desfolhaste-te, flor; nu, d'entre a veste
Teu colo começou a aparecer,
E a espalda, e o dorso... E, vencedor sublime,
Eu, forte, não perdi-te nem perdi-me,
E ai! podia perder-me e te perder!

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