Ir para o texto
Biblioteca

Meridionais

A janela de Julieta

Esta é a alegre janela namorada,
Onde a meio ela à noite se reclina;
Eis o vaso com flores, a estimada
Violeta murcha, a dália purpurina...
Esta odorosa essência delicada
Vem desta móvel planta peregrina
Que o muro vinga, o peitoril domina
Em torsa, aérea, caprichosa escada.
Quando a lua aparece, alva e brilhante
Parte a primeira pérola formosa
Destes vidros no fúlgido diamante;
E a alma aqui se extasia e sonha e goza
Vendo oscilar na câmara elegante
Das cortinas a forma vaporosa.

Sobre esta edição