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Meridionais

Saudade da estátua

Morreste! mas, mulher, o que ora invade
Meu ser inteiro, súbito ferido,
É a saudade do ídolo partido,
Não a vulgar e pálida saudade;
É a saudade do mármore, a ansiedade
De quem contempla um torso, em mudo olvido,
Roto do tempo em fúria ao pulso erguido,
Da estátua em ruína a morta majestade.
Sim! que mesmo ajoelhado, a rósea espuma
Beijando dos teus pés, bem que o sabias!
Nunca te amei como se amar costuma;
Nunca! e ainda agora o que me punge e traz
De estranho afeto lágrimas tardias
É um reflexo de mármor, — nada mais.

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