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Meridionais

As estrelas

Comigo, a sós, o espaço contemplando,
Triste e de pé no mármore da escada,
Com o róseo dedo a luminosa enfiada
Dos astros, pela noite, ias contando.
— Vês, sobre o mar, as águas argentando,
Aquela estrela — pérola nevada?
E aquela?.. e aquela?.. E à tua voz amada
Novas estrelas vinham despontando.
E esta, do azul na transparente umbela,
Bem sobre nós a cintilar? E aquela?...
E aquela?.. Olhando o límpido tesouro
Dos astros, reclinada no meu braço,
O céu miravas... quando encheu-se o espaço
Da doce luz do plenilúnio de ouro.

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