Ir para o texto
Biblioteca

Sonetos e Poemas

XIX

De volta do circo

A A. Duarte
Cisma ao triclínio a bela que da Acaia
Veio à luta assistir de homens e feras,
E como traz do olhar no céu, que esmaia,
Outro céu, outro sol, outras esferas.
Que há porque triste seja a loira Aglaia?
Corados vinhos golfam das crateras,
Luzem taças no ar, e a mesa espraia
Rubro mar de licor e festões de heras.
Embalde! embalde púrpuras cantando
Tinintes copas cruzam-se festivas...
Pensa Aglaia em Leucipo: a arena entrando
Como era belo! os braços nus, pendente
A espada, o pique posto às mãos argivas...
Era o sol dos atletas do Oriente!

Sobre esta edição