Sonetos e Poemas
VI
Fim de um conto
A R. Porciuncula
... E por ali nos fomos... — prosseguia
O ancião — Lúcia, mais pálida do medo
Da noite, as mãos tomando-me — em segredo,
Baixo, uma prece, trêmula dizia.
Alta era a serra, altíssima! sombria
A cena a tais desoras. O arvoredo
Estava tácito, mudo, imoto, quedo.....
Nem uma aragem derredor se ouvia.
De repente, de súbito, n'aquela
Noite o ouvido me fere um som medonho....
Rola um corpo na escarpa: o vulto é d'ela!
Acompanha-me ainda esta saudade....
Dorme no abismo o meu primeiro sonho...
Dos outros não me lembro n'esta idade.