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Sonetos

Adamastor cruel! De teus furores

Adamastor cruel! De teus furores
Quantas vezes me lembro horrorizado!
Oh monstro! Quantas vezes tens tragado
Do suberbo oriente os domadores!
Parece-me que entregue a vis traidores
Estou vendo Sepúlveda afamado,
Co'a esposa, e c'os filhinhos abraçado,
Qual Mavorte com Vênus e os Amores:
Parece-me que vejo o triste esposo,
Perdida a tenra prole, e a bela dama,
As garras dos leões correr furioso:
Bem te vingaste em nós do afouto Gama!
Pelos nossos desastres és famoso;
Maldito Adamastor! Maldita fama!

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