Sonetos
Rompe os ares pelouro sibilante
Rompe os ares pelouro sibilante
Da Guerra iníqua pelas mãos forjado,
E para te prostrar, Pireno amado,
Voa com ele a Parca devorante:
Cerras teus olhos, despe o teu semblante
Aquela viva cor de que era ornado,
E sobes, da matéria desatado,
Espírito feliz, ao céu brilhante:
Na dura, marcial, honrosa lida,
Entre os braços da Glória heróico, e forte,
Recebeste a cruel, mortal ferida:
Ah! que inveja me faz a tua sorte!...
É viver como eu vivo infausta vida,
E morrer como tu ditosa morte!