Sonetos
Arde em vão por Elisa, em vão porfia
Arde em vão por Elisa, em vão porfia
Contra a constância da heroína augusta
O bárbaro senhor d'África adusta.
Que do sangue de Jove se gloria:
Em vão lhe ofrece a vasta monarquia,
Aonde a espádua atlântica robusta
Sustenta os céus, o caminhante assusta,
E hórridos monstros indomáveis cria:
Não cede Elisa; e vendo que furioso
Usa da força o líbico tirano,
Ela intrépida escolhe um fim glorioso.
Mentes, mentes, injusto mantuano!
Dido infeliz foi vítima do esposo,
Foi vítima da fé, não do troiano.