Sonetos
Há pouco a mãe das Graças, dos Amores
Há pouco a mãe das Graças, dos Amores,
Gerada pela espuma cristalina,
Baixou da etérea região divina
Nas asas dos Favônios voadores:
«Oh das margens do Tejo habitadores!
Hoje torna a luzir (disse Ericina)
O ledo instante em que nasceu Marina,
Ínclito fruto de ínclitos maiores:
«Do céu, do mar, da terra os soberanos
Imprimindo-lhe encantos a milhares,
Criaram n'ela a glória dos humanos:
«Eia, cantai-lhe os dotes singulares,
Louvai seus olhos, aplaudi seus anos,
Queimai-lhe aromas, erigi-lhe altares.