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Sonetos

Às margens do Regaça cristalino

Às margens do Regaça cristalino
Nos olhos de Tirseia ardi contente,
Brandos olhos gentis, dos quais pendente
Estava o meu prazer, e o meu destino:
O tenro deus, o cândido menino
Pagava meu fervor puro, inocente;
Mas cedo me impeliu a sorte inclemente
Para vós, tristes margens, que abomino:
Aqui desde que aponta a luz febeia
De lugar em lugar deliro, e corro,
Com suspeitas nutrindo a turva ideia.
Não posso contra Amor achar socorro;
Perdi todo o meu bem, perdi Tirseia,
Ela vive sem mim, sem ela eu morro.

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