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Sonetos

Canta ao som dos grilhões o prisioneiro

Canta ao som dos grilhões o prisioneiro,
Ao som da tempestade o nauta ousado,
Um, porque espera o fim do cativeiro,
Outro, antevendo o porto desejado:
Exposta a vida ao tigre mosqueado
Gira sertões o sôfrego mineiro,
Da esperança dos lucros encantado,
Que anima o peito vil, e interesseiro:
Por entre armadas hostes destemido
Rompe o sequaz do horrífico Mavorte,
C'o triunfo, co'a glória no sentido:
Só eu (tirano Amor! tirana sorte!)
Só eu por Nise ingrata aborrecido
Para ter fim meu pranto espero a morte.

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