Sonetos
Entre as tartáreas forjas, sempre acesas
Entre as tartáreas forjas, sempre acesas,
Jaz aos pés do tremendo, estígio nume,
O carrancudo, o rábido Ciúme,
Ensanguentadas as corruptas presas:
Traçando o plano de cruéis empresas,
Fervendo em ondas de sulfúreo lume,
Vibra das fauces o letal cardume
De hórridos males, de hórridas tristezas;
Pelas terríveis Fúrias instigado
Lá sai do inferno, e para mim se avança
O negro monstro, de áspides toucado:
Olhos em brasa de revés me lança;
Oh dor! Oh raiva! Oh morte!... Ei-lo a meu lado,
Ferrando as garras na vipérea trança.