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Sonetos

Chalaça minha, que chibavas tanto

Chalaça minha, que chibavas tanto
Na súcia dos tafuis! És uma feia;
Deixas-me andar talvez por língua alheia,
Ou lá não sei por onde, e eu cá n'um canto!
Vem para casa, vem, que me ataranto
Sem te ver ao jantar, sem ver-te à ceia;
Da enferma história minha urdindo a teia,
Dê-se a folguedo o que se deve ao pranto:
Contem-se o «Vai melhor» e o «Não é nada»;
Secos «Bons dias» da hiperbórea mana,
E a roda viva da vivaz criada:
Amoleça-se o fel da vida humana,
Até que a Morte, de broquel e espada,
Nos leve à cortesia até Pantana.

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