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Sonetos

Se eu poderá ir de tralha, ir à surdina

Se eu poderá ir de tralha, ir à surdina
Por aí! Forte sede, e forte gana
De zurrapa, de atum, de ti, chanfana,
De ti, que dos pingões és golosina!
Que tempo em que eu com súcia, ou grossa, ou fina,
Para a tia Anastácia (a tal cigana)
Ia, e vinha depois co'a trabuzana
A remos, no mar roxo, ou à bolina!
Quando hás de consentir, cruel Fortuna,
Ao magro, de olho azul, de tez morena
O bem d'andar a flaino, e d'ir à tuna?...
Mas ai! Maldito som, que me condena!
Dize, oh Fado, ao besouro, que não zuna...
Aí me chama algum — Alma pequena!

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