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Sonetos

Do arbusto, oh Nise, a Vênus consagrado

Do arbusto, oh Nise, a Vênus consagrado
Envisquei hoje um trêmulo raminho;
Pousou n'ele este incauto passarinho,
E pelos tenros pés ficou pegado:
Então, depois de o ter na mão fechado,
Corri, dizendo alegre: — Eu adivinho
Que há de Nise estimar, que o meu carinho
Lhe dedique este músico do prado.
Disse; e no mesmo instante a simples ave
Desata a linda voz, e principia
Um canto harmonioso, agudo, e grave:
Ah! Por ser tua, entendo que dizia
Que a prisão mais gostosa, e mais suave
Que a própria liberdade encontraria!

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