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Sonetos

Do Mandovi na margem reclinado

Do Mandovi na margem reclinado
Chorei debalde minha negra sina,
Qual o mísero vate de Corina
Nas tomitanas praias desterrado:
Mais duro fez ali meu duro fado
Da vil calúnia a língua viperina;
Até que aos mares da longínqua China
Fui por bravos tufões arremessado:
Atassalhou-me a serpe, que devora
Tantos mil, perseguiu-me o gran' gigante
Que no terrível promontório mora:
Por bárbaros sertões gemi vagante;
Falta-me inda o pior, falta-me agora
Ver Gertrúria nos braços d'outro amante!

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