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Sonetos

Incense da Fortuna os vãos altares

Incense da Fortuna os vãos altares
Destra venal de astuto lisonjeiro;
Raios vibrando intrépido guerreiro
De nuvens de atro fumo assombre os ares:
Domando a fúria de assanhados mares
Sagaz comerciante interesseiro,
Pejado o bojo do baixel veleiro
Opulento saúde os pátrios lares:
A deusa, que por bocas cem respira
Aclame o sábio que medita, e vela,
Fértil em produções que o mundo admira:
Minha alma só se apraz, só se desvela
Na glória de cantar ao som da lira
Os olhos de Felisa, as graças d'ela.

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