Sonetos
Liberdade querida, e suspirada
Liberdade querida, e suspirada,
Que o Despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena
Que o sereno clarão da madrugada!
Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te, por gozar-te a face amena;
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada:
Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, oh consolação da humanidade,
Cujo semblante mais que os astros brilha:
Vem, solta-me o grilhão d'adversidade;
Dos céus descende, pois dos céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade!