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Sonetos

A prole de Antenor degenerada

A prole de Antenor degenerada,
O débil resto dos heróis troianos,
Em jugo vil de aspérrimos tiranos,
Tinha a curva cerviz já calejada:
Era triste sinônimo do nada
A morta liberdade envolta em danos;
Mas eis que irracionais vão sendo humanos,
Graças, oh Corso excelso, à tua espada!
Tu, purpúreo reitor; vós, membros graves,
Tremei na cúria da sagaz Veneza;
Trocam-se as agras leis em leis suaves:
Restaura-se a razão, cai a grandeza,
E o feroz despotismo entrega as chaves
Ao novo redentor da natureza.

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