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Sonetos

Louca, cega, iludida Humanidade

Louca, cega, iludida Humanidade,
Miserável de ti! Não consideras
Que o barro te gerou, como que esperas
Evadir-te à geral fatalidade!
Pó, que levanta o sopro da vaidade,
Homem caduco e frágil, não ponderas
Que teus bens, teus brasões, tuas quimeras
Nenhum valor terão na eternidade?
Ah! Volta, volta os olhos mais sisudos;
Ali na majestade aniquilada
Te faz o desengano aviso mudo:
Atenta de José na cinza amada:
Que serás, se ele é já, se há de ser tudo
Pasto da Morte, vítima do nada?

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