Sonetos
Blasfema Rumecão, jura vingança
Blasfema Rumecão, jura vingança
Aos manes infernais, ao pai maldito,
E contra Diu em pertinaz conflito
As indústrias esgota, as forças cansa:
Munido de magnânima esperança
O portentoso chefe, o luso invicto,
Dos veneráveis muros infinito
E bárbaro tropel mil vezes lança:
Feminina caterva as armas mede;
Encurtando às do Rodope a memória
Sobre hostil multidão raios despede:
E quando finalmente a lísia glória
Vê o extremo fatal, e inda não cede,
Eis Castro, eis a virtude, eis a vitória!