Ir para o texto
Biblioteca

Sonetos

Não temas, oh Ritália, que o choroso

Não temas, oh Ritália, que o choroso,
O desvelado Elmano a fé quebrante,
Não desconfies do singelo amante,
Que tu podes, tu só, fazer ditoso:
Serena o coração terno e cioso,
Que inda minh'alma te há de ser constante
Se, primeiro que a tua, andar errante
Pelas margens do Letes preguiçoso:
N'aquela ao sol inaccessível parte,
Dos manes taciturnos entre o bando
Ao negro esquecimento hei de furtar-te:
E o pensamento alígero voando
Por abafados ares, visitar-te
D'ali virá, meu bem, de quando em quando.

Sobre esta edição