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Sonetos

Por fofos escarcéus arremessado

Por fofos escarcéus arremessado
Ora aos abismos, ora ao firmamento,
Escutando o furor, e o som violento
Do ríspido Aquilão, de Noto irado:
Aberto o peito, o coração rasgado
Pelo agudo punhal do apartamento,
Qual pombinho, que foi de açor cruento
Pelas garras mortais atravessado;
Assim n'um cego amor já cego e louco,
Envio, alma querida, envio aos ares
De quando em quando um ai trêmulo e rouco;
Mas tantas aflições, tantos pesares
Tudo é pouco, Gertrúria, tudo é pouco,
Se inda eu vir os teus olhos singulares.

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