Sonetos
Por terra jaz o empório do Oriente
Por terra jaz o empório do Oriente,
Que do rígido Afonso o ferro, o raio
Ao gran'filho ganhou do gran'sabaio,
Envergonhando o deus armipotente;
Caiu Goa, terror antigamente
Do naire vão, do pérfido malaio,
De bárbaras nações!... Ah! Que desmaio
Apaga o márcio ardor da lusa gente?
Oh séculos d'heróis! Dias de glória!
Varões excelsos, que apesar da morte
Viveis na tradição, viveis na história!
Albuquerque terrível, Castro forte,
Menezes, e outros mil, vossa memória
Vinga as injúrias, que nos faz a sorte.