Sonetos
Se o Destino cruel me não consente
Se o Destino cruel me não consente
Que o ferro nu brandindo irado, e forte,
Lá nos horrendos campos de Mavorte
De louros imortais guarneça a frente:
Se proíbe que em sólio refulgente
Faça os povos felices, de tal sorte
Que o meu nome apesar da negra morte
Fique em padrões e estátuas permanente:
Se as suas ímpias leis inexoráveis
Não querem que os mortais em alto verso
Contem de mim façanhas memoráveis:
Submisso à má ventura, ao fado adverso,
Ao menos por desgraças lamentáveis
Terei perpétua fama no universo.