Sonetos
Ser prole de varões assinalados
Ser prole de varões assinalados,
Que nas asas da fama e da vitória
Ao templo foram da imortal Memória
Pendurar mil troféus ensanguentados:
Ler seus nomes nas páginas gravados
D'alta epopeia, d'elegante história,
Não, não vos serve d'esplendor, de glória,
Almas suberbas, corações inchados!
Ouvir com dor o miserável grito
De inocentes, que um bárbaro molesta,
Prezar o sábio, consolar o aflito;
Prender teus voos, Ambição funesta,
Ter amor à virtude, ódio ao delito,
«Das almas grandes a nobreza é esta.»