Sonetos
Em bando espesso, em número infinito
Em bando espesso, em número infinito,
Defende a ponte o bárbaro malaio;
Eis que entre horrores, êmulo do raio,
Albuquerque imortal voa ao conflito:
Assim que assoma o claro chefe invicto,
Terror da prole do feroz sabaio,
Gela os netos de Agar frio desmaio,
Os lusos soltam da vitória o grito:
Vítima são do português Mavorte
Inda aqueles, que mal na fuga alcança,
Leva no ferro transmigrada a morte:
Mas já sobre troféus o herói descansa,
Havendo por seu braço ilustre, e forte,
A pátria, a natureza, os céus vingança.