Parte II
Chapitre VII — Utiliser ses fautes par la pratique de la satisfaction
Capítulo VII — Aproveitar as faltas pela prática da satisfação
II.7 1. — L'amour ne peut rester inactif. « Son témoignage, dit saint Grégoire, ce sont les œuvres », et c'est à les faire éclore qu'il faut utiliser le souvenir de nos chutes. La ferveur qu'il engendre ne doit pas rester dans le sentiment, elle doit régner sur notre volonté, et féconder notre conduite. « La tristesse de la vraie pénitence, dit notre aimable Saint, ne doit pas tant être nommée tristesse que déplaisir, ou sentiment et détestation du mal ; tristesse qui n'est jamais ennuyeuse ni chagrine ; tristesse qui n'engourdit point l'esprit, mais qui le rend actif, prompt et diligent ; tristesse qui n'abat point le cœur, mais le relève par la prière et l'espérance, et lui fait faire les élans de la ferveur de dévotion... Tristesse attentive et affectionnée à détester, rejeter et empêcher le mal pour le passé et pour l'avenir[39]. » — « Nos imperfections... sont un grand sujet d'humilité, et l'humilité produit la générosité[40]. »
II.7 1. — O amor não pode ficar inativo. «O seu testemunho, diz são Gregório, são as obras», e é para fazê-las desabrochar que é preciso aproveitar a lembrança das nossas quedas. O fervor que ela gera não deve ficar no sentimento; deve reinar sobre a nossa vontade e fecundar a nossa conduta. «A tristeza da verdadeira penitência, diz o nosso amável Santo, não deve tanto ser chamada tristeza quanto desprazer, ou sentimento e detestação do mal; tristeza que nunca é enfadonha nem melancólica; tristeza que não entorpece o espírito, mas o torna ativo, pronto e diligente; tristeza que não abate o coração, mas o levanta pela oração e pela esperança, e lhe faz dar os impulsos do fervor de devoção... Tristeza atenta e afeiçoada a detestar, rejeitar e impedir o mal, quanto ao passado e quanto ao futuro[39].» — «As nossas imperfeições... são um grande motivo de humildade, e a humildade produz a generosidade[40].»
Ce résultat de la vraie pénitence a son principal levier dans le devoir de la satisfaction. Satisfaire, selon saint Anselme, c'est restituer à Dieu l'honneur qu'on lui a ravi ; selon saint Augustin, c'est détruire les occasions du péché et fermer la porte du consentement à ses suggestions. Saint Thomas[41] justifie ces deux définitions et les concilie admirablement entre elles ; mais quelle que soit celle que nous adoptions, elle nous indiquera parfaitement le profit à tirer de nos fautes.
Esse resultado da verdadeira penitência tem a sua principal alavanca no dever da satisfação. Satisfazer, segundo santo Anselmo, é restituir a Deus a honra que se lhe roubou; segundo santo Agostinho, é destruir as ocasiões do pecado e fechar a porta do consentimento às suas sugestões. Santo Tomás[41] justifica essas duas definições e as concilia admiravelmente entre si; mas, qualquer que seja a que adotemos, ela nos indicará perfeitamente o proveito que se há de tirar das nossas faltas.
Si nous pensons à la malice en quelque sorte infinie de l'injure faite à Dieu par le moindre péché, quelle somme de ferveur nous semblera jamais suffisante à compenser les larcins dont nous avons été coupables envers la gloire de la divine Majesté ! Nos fautes ne nous obligeront-elles pas à une fidélité d'autant plus généreuse, que leur gravité et leur nombre auront été plus considérables, selon la parole du Prophète : Que la profondeur de votre malice soit la mesure de votre conversion[42] ? Chacune des créatures qui nous ont servi pour le mal n'empruntera-t-elle pas une voix aux péchés qu'elles nous ont fait commettre, pour nous crier : Recedite, abite, nolite me tangere ! Arrière ! ne me touchez pas[43] ; ou, du moins, n'usez de moi désormais que pour réparer votre passé criminel ! Et ne sentirons-nous pas, comme on l'a dit, le besoin de « faire doubles et triples les heures que Dieu nous accordera encore[44] », afin de réparer le temps perdu ? De là, la patience à supporter les conséquences humiliantes ou crucifiantes de nos péchés, de là, les saintes industries à venger en nous, par la mortification, les droits de Dieu violés, de là, l'empressement jaloux à lui consacrer toutes nos facultés et tous nos instants. C'est ce que va nous dire et recommander saint François de Sales :
Se pensarmos na malícia de certo modo infinita da injúria feita a Deus pelo menor pecado, que soma de fervor nos parecerá jamais suficiente para compensar os furtos de que fomos culpados contra a glória da divina Majestade! Não nos obrigarão as nossas faltas a uma fidelidade tanto mais generosa quanto mais consideráveis tiverem sido a sua gravidade e o seu número, segundo a palavra do Profeta: Que a profundidade da vossa malícia seja a medida da vossa conversão[42]? Cada uma das criaturas que nos serviram para o mal não tomará emprestada uma voz aos pecados que nos fizeram cometer, para nos gritar: Recedite, abite, nolite me tangere! Para trás! não me toqueis[43]; ou, ao menos, não useis mais de mim senão para reparar o vosso passado criminoso! E não sentiremos, como já se disse, a necessidade de «fazer dobradas e triplicadas as horas que Deus ainda nos conceder[44]», a fim de reparar o tempo perdido? Daí, a paciência em suportar as consequências humilhantes ou crucificantes dos nossos pecados, daí, os santos expedientes para vingar em nós, pela mortificação, os direitos de Deus violados, daí, o empenho cioso em lhe consagrar todas as nossas faculdades e todos os nossos instantes. É o que nos vai dizer e recomendar são Francisco de Sales:
2. — « Ma très chère fille, demeurez tout à fait en paix ; vos confessions ont été bonnes jusques à l'excès. Pensez désormais à votre avancement en la vertu, et ne pensez aux péchés passés, sinon pour vous humilier doucement devant Dieu, et bénir sa miséricorde qui vous les a pardonnés par l'application des divins sacrements[45]. »
2. — «Minha caríssima filha, ficai de todo em paz; as vossas confissões foram boas até o excesso. Pensai de agora em diante no vosso progresso na virtude, e não penseis nos pecados passados senão para vos humilhar docemente diante de Deus e bendizer a sua misericórdia, que vos perdoou pela aplicação dos divinos sacramentos[45].»
« Connaissez-vous que votre retardement au chemin des vertus est provenu de votre coulpe ? Or sus, humiliez-vous devant Dieu, implorez sa miséricorde, prosternez-vous devant la face de sa bonté, et demandez-lui-en pardon, confessez votre faute et criez-lui merci, à l'oreille même de votre confesseur, pour en recevoir l'absolution. Mais cela fait, demeurez en paix, et ayant détesté l'offense, embrassez amoureusement l'abjection qui est en vous pour le retardement de votre avancement au bien. Hélas ! mon Théotime, les âmes qui sont en purgatoire y sont sans doute pour leurs péchés, péchés qu'elles ont détestés et détestent souverainement ; mais quant à l'abjection et peine qui leur en reste, d'être arrêtées en ce lieu-là, et privées pour un temps de la jouissance de l'amour bienheureux du Paradis, elles la souffrent amoureusement, et prononcent dévotement le cantique de la justice divine : Vous êtes juste, Seigneur, et votre jugement est équitable (Ps. CXVIII, 137).
«Reconheceis que o vosso atraso no caminho das virtudes proveio da vossa culpa? Ora pois, humilhai-vos diante de Deus, implorai a sua misericórdia, prostrai-vos diante da face da sua bondade e pedi-lhe perdão, confessai a vossa falta e clamai-lhe misericórdia, ao ouvido mesmo do vosso confessor, para dela receberdes a absolvição. Mas, feito isso, ficai em paz e, tendo detestado a ofensa, abraçai amorosamente a abjeção que há em vós pelo atraso do vosso progresso no bem. Ai! meu Teótimo, as almas que estão no purgatório estão ali, sem dúvida, por seus pecados, pecados que detestaram e detestam soberanamente; mas, quanto à abjeção e à pena que deles lhes resta, de estarem retidas naquele lugar e privadas por um tempo do gozo do amor bem-aventurado do Paraíso, elas a sofrem amorosamente e pronunciam devotamente o cântico da justiça divina: Vós sois justo, Senhor, e o vosso juízo é reto (Sl CXVIII, 137).
« Mais derechef, si l'entreprise faite par inspiration périt par la faute de ceux à qui elle était confiée, comme peut-on dire alors qu'il faut acquiescer à la volonté de Dieu ? Car, me dira quelqu'un, ce n'est pas la volonté de Dieu qui empêche l'événement, mais ma faute, de laquelle la volonté divine n'est pas cause. — Il est vrai, mon enfant, ta faute ne t'est pas advenue par la volonté de Dieu, car Dieu n'est pas auteur du péché. Mais c'est bien pourtant la volonté divine que ta faute soit suivie de la défaite et du manquement de ton entreprise, en punition de ta faute. Car, si sa bonté ne lui peut permettre de vouloir ta faute, sa justice fait qu'il veut la peine que tu en souffres. Ainsi Dieu ne fut pas cause que David pécha, mais il lui infligea bien la peine due à son péché ; il ne fut pas cause du péché de Saül, mais oui bien qu'en punition, la victoire périt entre les mains d'icelui.
«Mas, de novo, se a empresa feita por inspiração perece por culpa daqueles a quem fora confiada, como se pode dizer então que é preciso aquiescer à vontade de Deus? Porque, alguém me dirá, não é a vontade de Deus que impede o êxito, mas a minha falta, da qual a vontade divina não é causa. — É verdade, meu filho, a tua falta não te sobreveio pela vontade de Deus, porque Deus não é autor do pecado. Mas é bem, contudo, vontade divina que a tua falta seja seguida da derrota e do malogro da tua empresa, em punição da tua falta. Porque, se a sua bondade não lhe pode permitir querer a tua falta, a sua justiça faz que ele queira a pena que por ela sofres. Assim, Deus não foi causa de que Davi pecasse, mas bem lhe infligiu a pena devida ao seu pecado; não foi causa do pecado de Saul, mas sim de que, em punição, a vitória perecesse nas mãos dele.
« Quand donc il arrive que les desseins sacrés ne réussissent pas en punition de nos fautes, il faut également détester la faute par une solide repentance, et accepter la peine que nous en avons ; car, comme le péché est contre la volonté de Dieu, aussi la peine est selon sa volonté[46] ».
«Quando, pois, acontece que os desígnios sagrados não têm êxito em punição das nossas faltas, é preciso igualmente detestar a falta por um sólido arrependimento e aceitar a pena que por ela temos; porque, assim como o pecado é contra a vontade de Deus, assim também a pena é segundo a sua vontade[46]».
3. — Saint François de Sales ne veut pas qu'on se contente d'accepter les funestes suites de nos chutes, comme leur légitime châtiment, il veut qu'on les répare en « doublant le pas ».
3. — São Francisco de Sales não quer que nos contentemos em aceitar as funestas consequências das nossas quedas como o seu legítimo castigo; quer que as reparemos «redobrando o passo».
« Mais, me direz-vous, que faut-il que nous fassions pour recouvrer le temps perdu ? Il le faut recouvrer par la ferveur et diligence à courir en notre voie le temps qui nous reste[47]. »
«Mas, direis vós, que é preciso que façamos para recobrar o tempo perdido? É preciso recobrá-lo pelo fervor e pela diligência em correr no nosso caminho o tempo que nos resta[47].»
Sainte Chantal, en vraie disciple de son Bienheureux Père, répétait souvent à ses filles ces avis encourageants : « Et en nos fautes et imperfections, comment pouvons-nous, dites-vous, y regarder la volonté de Dieu ? — Oui bien, mes très chères filles, car nous y pouvons toujours voir sa volonté permissive qui nous a laissé tomber en tels et tels manquements, afin que nous nous humilions, que nous nous accusions, et aimions notre abjection, et que, par ces pratiques, nous réparions nos fautes et en obtenions le pardon[48]. »
Santa Chantal, como verdadeira discípula do seu Bem-aventurado Pai, repetia muitas vezes às suas filhas estes avisos animadores: «E nas nossas faltas e imperfeições, como podemos, dizeis vós, ver nelas a vontade de Deus? — Podemos, sim, minhas caríssimas filhas, porque nelas sempre podemos ver a sua vontade permissiva, que nos deixou cair em tais e tais falhas, para que nos humilhemos, nos acusemos e amemos a nossa abjeção, e para que, por essas práticas, reparemos as nossas faltas e delas obtenhamos o perdão[48].»
Telle est la pratique des Saints. « Ils se relèvent de leurs chutes, dit saint Ambroise, plus ardents à de plus vaillants combats, à tel point que, loin de les retarder dans leur course, leurs fautes en redoublent l'élan[49]. »
Tal é a prática dos Santos. «Eles se levantam das suas quedas, diz santo Ambrósio, mais ardentes para combates mais valorosos, a tal ponto que, longe de os retardar na carreira, as suas faltas lhes redobram o ímpeto[49].»
« Les hommes qui se sont précipités avec impétuosité dans le mal, ajoute saint Chrysostome, porteront la même ardeur dans le bien, d'autant plus qu'ils n'ignorent pas la grandeur de leurs dettes : Celui à qui il est moins pardonné, aime moins (Luc. VII, 48). Dévorés du feu de la pénitence, ils rendent leur âme plus nette que l'or le plus pur, et sous l'impulsion de leur conscience et du souvenir de leurs anciennes prévarications, comme le souffle d'un vent impétueux, ils voguent à pleines voiles vers le port de la vertu. C'est en quoi ils l'emportent sur ceux qui ne sont jamais tombés... Que la pénitence confère aux pécheurs convertis une splendeur considérable, plus éclatante souvent que celle des justes, nous l'avons prouvé par les divines Écritures. Voilà pourquoi les publicains et les courtisanes sont appelés plus haut que d'autres au royaume des Cieux (Matth. XXI, 31) ; voilà pourquoi, maintes fois, les derniers seront placés avant les premiers (Matth. XIX, 30)[50]. »
«Os homens que se precipitaram com impetuosidade no mal, acrescenta são Crisóstomo, porão o mesmo ardor no bem, tanto mais que não ignoram a grandeza das suas dívidas: Aquele a quem menos se perdoa, menos ama (Lc VII, 48). Devorados pelo fogo da penitência, tornam a sua alma mais limpa que o ouro mais puro, e, sob o impulso da sua consciência e da lembrança das suas antigas prevaricações, como ao sopro de um vento impetuoso, navegam a todo pano para o porto da virtude. É nisso que levam vantagem sobre os que nunca caíram... Que a penitência confira aos pecadores convertidos um esplendor considerável, muitas vezes mais brilhante que o dos justos, nós o provamos pelas divinas Escrituras. Eis por que os publicanos e as meretrizes são chamados, mais alto que outros, ao reino dos Céus (Mt XXI, 31); eis por que muitas vezes os últimos serão postos antes dos primeiros (Mt XIX, 30)[50].»
4. — Mais, s'il en est ainsi, objectera-t-on, ne semble-t-il pas que les pécheurs pénitents l'emportent sur les justes qui n'ont pas péché, et la justice rétablie, sur l'innocence toujours conservée ? — Loin de nous la pensée d'essayer un parallèle entre la vertu gardée intacte et la vertu réparée, ni d'exalter la seconde au préjudice de la première. L'innocence s'approche de plus près de la sainteté infinie de Dieu, elle l'imite plus parfaitement, et elle restera toujours la bien-aimée de son Fils, qui l'a prise pour son partage et pour celui de sa Mère. Jamais les âpres parfums de la pénitence ne ressembleront au pur arome qui s'exhale d'une vie immaculée, et, comme le lis entre les autres fleurs, l'innocence gardera toujours son éblouissante candeur et son parfum à part. De plus, en la perdant, l'homme perd une dignité qui n'appartient qu'à elle, et qui, une fois perdue, ne peut absolument plus se reconquérir.
4. — Mas, se assim é, hão de objetar, não parece que os pecadores penitentes levam vantagem sobre os justos que não pecaram, e a justiça restabelecida sobre a inocência sempre conservada? — Longe de nós o pensamento de tentar um paralelo entre a virtude guardada intacta e a virtude reparada, ou de exaltar a segunda em prejuízo da primeira. A inocência se aproxima mais de perto da santidade infinita de Deus, imita-a mais perfeitamente e continuará sempre a ser a bem-amada de seu Filho, que a tomou por sua porção e pela de sua Mãe. Nunca os ásperos perfumes da penitência se assemelharão ao puro aroma que se exala de uma vida imaculada, e, como o lírio entre as outras flores, a inocência guardará sempre a sua deslumbrante candura e o seu perfume à parte. Além disso, ao perdê-la, o homem perde uma dignidade que só a ela pertence e que, uma vez perdida, absolutamente não se pode reconquistar.
Et toutefois, sans recouvrer l'innocence perdue, l'homme pécheur et pénitent, selon la doctrine de saint Thomas, se fait, en somme, parfois, un plus grand trésor, reconquiert une plus grande fortune (aliquid majus), parce que, dit saint Grégoire (Homil. de Centum ovibus), ceux qui réfléchissent sérieusement sur leurs égarements passés, en compensent les ravages par des gains subséquents, et sont le sujet d'une plus grande joie au Ciel ; de même que, dans un combat, le soldat qui, après avoir tourné pied, revient plus courageux attaquer l'ennemi, est plus cher au capitaine que le soldat resté fidèle à son poste, qui ne s'est signalé par aucun acte extraordinaire de vaillance[51]. »
E, contudo, sem recobrar a inocência perdida, o homem pecador e penitente, segundo a doutrina de santo Tomás, faz para si, em suma, às vezes, um tesouro maior, reconquista uma fortuna maior (aliquid majus), porque, diz são Gregório (Homil. de Centum ovibus), os que refletem seriamente sobre os seus desvios passados compensam-lhes os estragos com ganhos subsequentes e são motivo de maior alegria no Céu; assim como, num combate, o soldado que, depois de ter dado as costas, volta mais corajoso a atacar o inimigo é mais caro ao capitão do que o soldado que ficou fiel ao seu posto e não se assinalou por nenhum ato extraordinário de valentia[51].»
De son côté, le miséricordieux Sauveur a de telles faveurs pour les coupables qui reviennent à lui, il couvre leur pénitence d'une effusion si généreuse de son précieux sang, il sait si bien faire abonder sa grâce par-dessus l'excès de notre malice (Rom. V, 20), que, selon les paroles de notre Saint, il convertit « nos misères en grâces, les épines en roses, le venin de nos iniquités en contre-poison et en thériaque de salut, et ainsi Job, image innocente du pécheur pénitent, reçoit le double de tout ce qu'il avait eu[52]. »
Da sua parte, o misericordioso Salvador tem tais favores para os culpados que voltam a ele, cobre-lhes a penitência com uma efusão tão generosa do seu precioso sangue, sabe tão bem fazer abundar a sua graça acima do excesso da nossa malícia (Rm V, 20), que, segundo as palavras do nosso Santo, converte «as nossas misérias em graças, os espinhos em rosas, o veneno das nossas iniquidades em contraveneno e em teriaga de salvação; e assim Jó, imagem inocente do pecador penitente, recebe o dobro de tudo o que tinha tido[52].»
5. — Enfin, c'est ici, comme déjà nous l'a insinué notre Bienheureux Docteur, c'est ici le triomphe de l'amour[53]. « Y a-t-il, se demande un auteur que nous avons plusieurs fois cité, y a-t-il quelque secret pour ressaisir le temps écoulé ? N'est-ce pas comme si l'on prétendait enchaîner le vent des tempêtes ? » Et il répond : « Dieu merci, ce secret existe ; l'amour l'a inventé, l'amour l'a révélé ; que l'amour qui est en vous s'en empare. Ce secret, ce sont les saintes larmes : non pas même celles des yeux, Dieu ne les accorde pas à tous, et ne les demande à personne ; mais les larmes du cœur, le repentir, le brisement de l'âme, la contrition. Couvrez de ces pleurs invisibles toute cette région de votre vie qui est demeurée stérile parce que vous n'avez pas permis que l'amour l'éclairât ; l'amour y reviendra porté sur ces eaux. Et qui sait si, devant Dieu, ces années déplorées ne deviendront pas plus belles, plus florissantes, plus précieuses par la pénitence qu'elles n'eussent été par l'innocence ? On pourrait ne pas vous plaindre d'avoir péché comme Madeleine, si vous pleuriez comme Madeleine[54]. »
5. — Enfim, é aqui, como já nos insinuou o nosso Bem-aventurado Doutor, é aqui o triunfo do amor[53]. «Haverá, pergunta-se um autor que já citamos várias vezes, haverá algum segredo para recuperar o tempo passado? Não é como se se pretendesse acorrentar o vento das tempestades?» E responde: «Graças a Deus, esse segredo existe; o amor o inventou, o amor o revelou; que o amor que está em vós se apodere dele. Esse segredo são as santas lágrimas: nem sequer as dos olhos, que Deus não concede a todos e não pede a ninguém; mas as lágrimas do coração, o arrependimento, o quebrantamento da alma, a contrição. Cobri desses prantos invisíveis toda essa região da vossa vida que ficou estéril porque não permitistes que o amor a iluminasse; o amor voltará a ela levado sobre essas águas. E quem sabe se, diante de Deus, esses anos chorados não se tornarão mais belos, mais floridos, mais preciosos pela penitência do que teriam sido pela inocência? Poderíamos não ter pena de vós por terdes pecado como Madalena, se chorásseis como Madalena[54].»
Cet exemple de sainte Marie-Madeleine, en effet, confirme trop bien cette doctrine pour que saint François de Sales ne l'ait pas exploité. Il formera le couronnement des citations de l'aimable Docteur, le bouquet de ses suaves enseignements et le résumé de ce chapitre.
Esse exemplo de santa Maria Madalena, com efeito, confirma bem demais essa doutrina para que são Francisco de Sales não o tivesse aproveitado. Ele formará o coroamento das citações do amável Doutor, o ramalhete dos seus suaves ensinamentos e o resumo deste capítulo.
6. — « Madeleine fit une si admirable conversion, que, d'une créature souillée et pleine d'infection qu'elle était, elle devint un vaisseau pur et net, propre à recevoir la liqueur très précieuse et odoriférante de la grâce, de laquelle, par après, elle parfuma son Sauveur : et celle qui, par ses péchés, était un fumier de très mauvaise odeur, devint, par cette conversion, un très beau lis et une fleur de très suave odeur. Et d'autant plus qu'elle était flétrie et puante par le péché, elle fut purifiée et renouvelée par la grâce, ainsi que nous voyons que les fleurs prennent leurs accroissement et beauté d'une matière puante et pourrie : car plus la terre est remplie de fumier et de pourriture, plus aussi les fleurs qui y sont plantées croissent et deviennent belles.
6. — «Madalena fez uma conversão tão admirável que, de criatura manchada e cheia de infecção que era, se tornou um vaso puro e limpo, próprio para receber o licor preciosíssimo e odorífero da graça, com o qual, depois, perfumou o seu Salvador; e aquela que, pelos seus pecados, era um monturo de péssimo cheiro tornou-se, por essa conversão, um belíssimo lírio e uma flor de suavíssimo odor. E quanto mais estava murcha e fétida pelo pecado, tanto mais foi purificada e renovada pela graça, assim como vemos que as flores tiram o seu crescimento e a sua beleza de uma matéria fétida e podre: porque, quanto mais a terra está cheia de esterco e de podridão, tanto mais também as flores que nela se plantam crescem e se tornam belas.
« Ainsi cette Sainte étant toute infectée par le péché, elle devint, après sa conversion, de tant plus belle que la contrition et l'amour avec lequel elle fit pénitence ; tellement que nous la pouvons très justement nommer reine de tous les chrétiens et enfants de l'Église, lesquels sont divisés en trois bandes, dont la première est des justes, la seconde, des pécheurs pénitents qui ne veulent pas mourir en leurs péchés, et la troisième, des pécheurs obstinés et impénitents qui ne se veulent point amender et meurent dans leur iniquité. Or, ce n'est pas de ceux-là dont je veux parler ; car telles sortes de gens n'ont plus de prétention pour le Ciel. L'enfer leur est préparé et sera leur héritage, malheureux qu'ils sont.
«Assim esta Santa, estando toda infeccionada pelo pecado, tornou-se, depois da sua conversão, tanto mais bela quanto maiores foram a contrição e o amor com que fez penitência; de sorte que a podemos com toda a justiça chamar rainha de todos os cristãos e filhos da Igreja, os quais se dividem em três grupos: o primeiro é o dos justos; o segundo, o dos pecadores penitentes que não querem morrer em seus pecados; e o terceiro, o dos pecadores obstinados e impenitentes que não se querem emendar e morrem na sua iniquidade. Ora, não é desses que quero falar; porque tal sorte de gente já não tem pretensão ao Céu. O inferno lhes está preparado e será a sua herança, desgraçados que são.
« Oh ! certes, ce n'est pas de cette dernière sorte de pécheurs que sainte Madeleine est la reine, mais de ceux qui veulent sortir de leur iniquité ; car elle, qui a été pécheresse, ainsi que l'Écriture sainte nous l'enseigne : Mulier erat in civitate peccatrix (Luc, VII, 35), est sortie de son péché et en a demandé pardon à son Dieu avec une vraie contrition et ferme résolution de le quitter, provoquant tous les pécheurs à imiter son exemple.
«Oh! certamente, não é desta última sorte de pecadores que santa Madalena é rainha, mas dos que querem sair da sua iniquidade; porque ela, que foi pecadora, assim como a Escritura sagrada nos ensina: Mulier erat in civitate peccatrix (Lc VII, 35), saiu do seu pecado e dele pediu perdão ao seu Deus com uma verdadeira contrição e firme resolução de o deixar, provocando todos os pecadores a imitar o seu exemplo.
« Et quant à sa pénitence, ô Dieu ! combien a-t-elle été grande et généreuse ! combien a-t-elle pleuré ses péchés ! Que n'a-t-elle pas fait pour les effacer, et pendant la vie, et après la mort du Sauveur !... Comme elle avait offensé Dieu de tout son cœur, de toute son âme, et d'une grande partie des membres de son corps, aussi les employa-t-elle à faire pénitence, et la fit de tout son cœur, de toute son âme, et de tout son corps, sans réserve quelconque, s'employant généralement et totalement ès actes de pénitence : en quoi elle se peut bien nommer reine de tous les pécheurs pénitents, puisqu'elle les a tous surpassés en pénitence...
«E, quanto à sua penitência, ó Deus! quão grande e generosa foi! quanto chorou ela os seus pecados! Que não fez para apagá-los, tanto durante a vida como depois da morte do Salvador!... Como tinha ofendido a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de grande parte dos membros do seu corpo, assim também os empregou em fazer penitência, e a fez de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu corpo, sem reserva alguma, empregando-se geral e totalmente em atos de penitência: no que bem se pode chamar rainha de todos os pecadores penitentes, pois os superou a todos em penitência...
« Nous voyons d'ordinaire que les hommes ayant reçu quelque offense, veulent qu'on leur satisfasse selon le tort qui leur a été fait ; que, si on leur a dérobé un écu, ils veulent qu'on leur rende un écu ; si quelqu'un a porté dommage à un autre, l'on requiert satisfaction à l'égal de la perte qu'il a fait faire.
«Vemos ordinariamente que os homens, tendo recebido alguma ofensa, querem que se lhes dê satisfação segundo o dano que lhes foi feito; que, se lhes roubaram um escudo, querem que se lhes restitua um escudo; se alguém causou dano a outro, exige-se satisfação igual à perda que ele causou.
« En l'ancienne loi, celui qui donnait un soufflet à son prochain était obligé d'en subir un autre, et celui qui arrachait un œil ou une dent à son frère, on lui en pouvait faire de même : Oculum pro oculo, dentem pro dente restituet (Levit. XXIV, 20).
«Na lei antiga, quem dava uma bofetada no seu próximo era obrigado a sofrer outra, e a quem arrancava um olho ou um dente a seu irmão podia-se fazer o mesmo: Oculum pro oculo, dentem pro dente restituet (Lv XXIV, 20).
« Or, bien que cette loi soit maintenant abolie entre les hommes, elle se pratique néanmoins toujours entre Notre-Seigneur et ceux qui se consacrent à son service, et il leur fait les mêmes demandes, à savoir qu'on lui rende, autant qu'on peut, à l'égal de la faute commise, c'est-à-dire qu'il veut que nous fassions au moins autant pour lui que nous avons fait pour le monde. Ce n'est point trop exiger de nous que cela ; car, si nous avons tant fait pour le monde, nous laissant emporter à ses vains attraits, que ne devons-nous faire pour les attraits de la grâce qui sont si doux et si suaves ? Certes, ce n'est point nous faire tort que de nous demander cela, et comme l'on a employé son cœur, son âme, ses affections, ses yeux, ses paroles, ses cheveux et ses parfums pour le monde, il les faut aussi employer et sacrifier au service de la dilection sacrée, sans réserve quelconque.
«Ora, ainda que esta lei esteja agora abolida entre os homens, pratica-se, contudo, sempre entre Nosso Senhor e os que se consagram ao seu serviço, e ele lhes faz as mesmas exigências, a saber, que se lhe restitua, quanto se puder, na medida da falta cometida; isto é, quer que façamos ao menos tanto por ele quanto fizemos pelo mundo. Não é exigir demais de nós; porque, se tanto fizemos pelo mundo, deixando-nos levar pelos seus vãos atrativos, que não devemos fazer pelos atrativos da graça, que são tão doces e tão suaves? Certamente, não é fazer-nos injustiça pedir-nos isso; e, como se empregaram o coração, a alma, as afeições, os olhos, as palavras, os cabelos e os perfumes para o mundo, é preciso também empregá-los e sacrificá-los ao serviço da dileção sagrada, sem reserva alguma.
7. — « En second lieu, Madeleine est aussi reine des justes ; car, bien qu'on ne la nomme pas vierge, si est-ce qu'à cause de l'excellente et éminente pureté qu'elle eut après sa conversion, elle doit être appelée archi-vierge, d'autant qu'elle était tellement purifiée dans la fournaise de l'amour sacré, qu'elle était rétablie dans une excellente chasteté, et était douée d'un amour si parfait, qu'après la Sainte Vierge, c'était elle qui aimait le plus Notre-Seigneur : et l'on peut dire qu'elle l'aimait autant ou plus, en quelque manière, que les Séraphins : car, s'il est vrai qu'ils ont un amour très parfait, c'est sans peine : ils le conservent sans crainte de le perdre. Mais cette sainte l'a acquis avec beaucoup de travail et de soin, et l'a conservé avec crainte et sollicitude ; et en récompense de sa fidélité, Dieu lui donna un amour si fort et si ardent, et accompagné d'une si grande pureté, que tout ainsi que le divin Époux lui navrait continuellement le cœur, aussi lui navrait-elle le sien par des désirs, soupirs et élans amoureux, et il est à croire qu'elle disait souvent ces paroles de l'Épouse du Cantique des cantiques : Qu'il me donne un baiser de sa bouche (Cant. I, 1), baiser tant désiré de la nature humaine et tant demandé par les Patriarches et les Prophètes, qui n'était autre que l'incarnation et l'union de la nature divine avec l'humaine ; et c'était cette étroite union de Dieu avec la créature après laquelle cette divine amante soupirait.
7. — «Em segundo lugar, Madalena é também rainha dos justos; porque, ainda que não a chamem virgem, contudo, por causa da excelente e eminente pureza que teve depois da sua conversão, deve ser chamada arquivirgem, visto que estava de tal modo purificada na fornalha do amor sagrado que estava restabelecida numa excelente castidade, e era dotada de um amor tão perfeito que, depois da Santa Virgem, era ela quem mais amava Nosso Senhor; e pode-se dizer que o amava tanto ou mais, de certa maneira, que os Serafins: porque, se é verdade que eles têm um amor perfeitíssimo, é sem custo: conservam-no sem temor de perdê-lo. Mas esta santa o adquiriu com muito trabalho e cuidado e o conservou com temor e solicitude; e, em recompensa da sua fidelidade, Deus lhe deu um amor tão forte e tão ardente, e acompanhado de tão grande pureza, que, assim como o divino Esposo lhe feria continuamente o coração, assim também ela lhe feria o seu com desejos, suspiros e arroubos amorosos; e é de crer que ela dizia muitas vezes estas palavras da Esposa do Cântico dos cânticos: Que ele me dê um beijo da sua boca (Ct I, 1), beijo tão desejado pela natureza humana e tão pedido pelos Patriarcas e pelos Profetas, que não era outro senão a encarnação e a união da natureza divina com a humana; e era por essa estreita união de Deus com a criatura que suspirava esta divina amante.
« Voyez donc qu'elle était reine des justes ; car, qu'est-ce qui la pourrait rendre plus juste que cette sainte dilection, avec sa grande humilité et componction qui la faisait toujours demeurer aux pieds du Sauveur, lequel l'aimait d'un amour tendre et délicat dont il aime les justes ; ce qui était cause qu'il ne pouvait souffrir qu'on la touchât ou reprît de quelque chose sans prendre son parti[55]. »
«Vede, pois, que ela era rainha dos justos; porque, que é que a poderia tornar mais justa do que essa santa dileção, com a sua grande humildade e compunção, que a fazia ficar sempre aos pés do Salvador, o qual a amava com aquele amor terno e delicado com que ama os justos; e isso era causa de que ele não podia suportar que a tocassem ou repreendessem em coisa alguma sem tomar o partido dela[55].»
8. — En un autre endroit, saint François de Sales revient à l'illustre pénitente, et confirme ce que nous disions plus haut, par un mot charmant : « Notre-Seigneur rétablit sainte Madeleine en la virginité, non essentielle mais réparée, laquelle est quelquefois plus excellente que non pas celle qui, n'ayant point reçu de tare, est accompagnée de moins d'humilité[56]. »
8. — Em outro lugar, são Francisco de Sales volta à ilustre penitente e confirma o que dizíamos mais acima, com uma palavra encantadora: «Nosso Senhor restabeleceu santa Madalena na virgindade, não essencial, mas reparada, a qual é às vezes mais excelente do que aquela que, não tendo sofrido mácula, é acompanhada de menos humildade[56].»
Enfin l'aimable Saint conclut : « Jamais Madeleine n'eût été si amoureuse de son Sauveur, s'il ne lui eût remis tant de péchés ; et jamais il ne les lui eût remis, si elle ne les eût commis. — Voyez, ma chère fille, ce grand artisan de miséricorde : il convertit nos misères en grâces, et fait la thériaque salutaire à nos âmes de la vipère de nos iniquités[57]. »
Enfim, o amável Santo conclui: «Nunca Madalena teria sido tão enamorada do seu Salvador, se ele não lhe tivesse perdoado tantos pecados; e nunca os teria perdoado, se ela não os tivesse cometido. — Vede, minha cara filha, esse grande artífice de misericórdia: converte as nossas misérias em graças e faz da víbora das nossas iniquidades a teriaga salutar às nossas almas[57].»
Notas do autor
[39] De l'amour de Dieu, liv. XI, chap. 21.
[40] Lettre 449e ; collect. Blaise.
[41] Supplem. q. XII, art. 3.
[42] Convertimini sicut in profundum recesseratis. (Is. XXXI, 6.)
[43] Thren. IV, 15.
[44] Mgr Ch. Gay, De la vie et des vertus chrétiennes. De la Charité.
[45] Lettre à une Dame, 585e ; collect. Blaise.
[46] Traité de l'amour de Dieu, liv. IV, chap. 6.
[47] Sermon pour la fête de la Présentation.
[48] Instruction XIIe.
[49] De apologia David, cap. 2.
[50] Ad Theod. laps. I, cap. 2.
[51] S. Thomas, 3a pars, q. 89, art. 3.
[52] Traité de l'amour de Dieu, liv. XI, chap. 12, et passim.
[53] « Si tu m'es parfaitement fidèle, disait Notre-Seigneur à sainte Mecthilde, préfère et de beaucoup que l'amour répare tes négligences plutôt que toi-même, afin qu'il en ait la gloire et l'honneur. » (Livre de la grâce spéciale, 2e partie, chap. 15.)
[54] Mgr Ch. Gay. De la vie et des vertus chrétiennes. De la Charité.
[55] Sermon pour le jour de sainte Madeleine.
[56] Entretien XIXe, des Vertus de saint Joseph.
[57] Lettre à une Dame, 614e ; collect. Blaise.
Notas do autor
[39] Do amor de Deus, liv. XI, cap. 21.
[40] Carta 449.ª; coleção Blaise.
[41] Supplem. q. XII, art. 3.
[42] Convertimini sicut in profundum recesseratis. (Is XXXI, 6.) [Trad.: Convertei-vos, assim como vos tínheis afastado até o fundo.]
[43] Lm IV, 15.
[44] Dom Ch. Gay, De la vie et des vertus chrétiennes. De la Charité.
[45] Carta a uma senhora, 585.ª; coleção Blaise.
[46] Tratado do amor de Deus, liv. IV, cap. 6.
[47] Sermão para a festa da Apresentação.
[48] Instrução XII.
[49] De apologia David, cap. 2.
[50] Ad Theod. laps. I, cap. 2.
[51] Santo Tomás, 3a pars, q. 89, art. 3.
[52] Tratado do amor de Deus, liv. XI, cap. 12, e passim.
[53] «Se me és perfeitamente fiel, dizia Nosso Senhor a santa Matilde, prefere, e muito, que o amor repare as tuas negligências, antes que tu mesma, para que ele tenha a glória e a honra.» (Livre de la grâce spéciale, 2.ª parte, cap. 15.)
[54] Dom Ch. Gay. De la vie et des vertus chrétiennes. De la Charité.
[55] Sermão para o dia de santa Madalena.
[56] Colóquio XIX, Das virtudes de são José.
[57] Carta a uma senhora, 614.ª; coleção Blaise.