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Sonetos

Cá nesta Babilônia donde mana

Cá nesta Babilônia donde mana
Matéria a quanto mal o mundo cria;
Cá donde o puro Amor não tem valia;
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;
Cá donde o mal se afina, o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
Cá donde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome vão a Deus engana;
Cá neste labirinto onde a Nobreza,
O Valor e o Saber pedindo vão
Às portas da Cobiça e da Vileza;
Cá neste escuro caos de confusão
Cumprindo o curso estou da natureza.
Vê se me esquecerei de ti, Sião!

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