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Sonetos

Não passes, caminhante. Quem me chama?

Não passes, caminhante. Quem me chama?
Ũa memória nova e nunca ouvida,
De um que trocou finita e humana vida
Por divina, infinita, e clara fama.
Quem é, que tão gentil louvor derrama?
Quem derramar seu sangue não duvida,
Por seguir a bandeira esclarecida
De um capitão de Cristo que mais ama.
Ditoso fim, ditoso sacrifício,
Que a Deus se fez e ao mundo juntamente!
Pregoando direi tão alta sorte.
Mais poderás contar a toda a gente
Que sempre deu na vida claro indício
De vir a merecer tão santa morte.

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