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Sonetos

Que levas, cruel Morte? Um claro dia

Que levas, cruel Morte? Um claro dia.
A que horas o tomaste? Amanhecendo.
E entendes o que levas? Não o entendo.
Pois quem to faz levar? Quem o entendia.
Seu corpo quem o goza? A terra fria.
Como ficou sua luz? Anoitecendo.
Lusitânia que diz? Fica dizendo...
Que diz? Não mereci a grã Maria.
Mataste a quem a viu? Já morto estava.
Que discorre o Amor? Falar não ousa.
E quem o faz calar? Minha vontade.
Na Corte que ficou? Saudade brava.
Que fica lá que ver? Nenhuma cousa.
Que glória lhe faltou? Esta beldade

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