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Aleluias

Amém!

A Filinto de Almeida
Gênios do bem; fadas, que os tristes
Vagidos—seus primeiros ais—
Junto a seu berço, um dia, ouvistes;
Fadas, que o berço lhe embalais!
Vaticinai-lhe áurea e risonha
Vida, risonho e áureo porvir;
O infante dorme, o infante sonha,
E acorda plácido a sorrir...
Sobre os dosséis do ninho de ouro,
Que bem fadais, alados, vêm
Mil serafins, cantando, em coro,
Dizer, ouvindo-vos:
—Amém!
E a voz, que, hinífera, o abençoa,
A voz dos anjos a cantar,
Alto, porém, tão alto soa,
Que, enchendo a terra e os céus e o mar,
Vai té ao Báratro, aos infernos,
E assanha a Inveja e assopra o horror
Dos ígneos vórtices eternos,
Do eterno Réprobo o rancor...
Tartáreas bocas, que o maldigam,
Heis de então ver; vereis, também,
Demônios mil, que, ouvindo-as, digam,
Uivando, em coro:
—Amém! Amém!

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