Sonetos
Alva Gertrúria minha, a quem saudoso
Alva Gertrúria minha, a quem saudoso
Mando trêmulos ais enternecidos;
Gertrúria, que encantaste os meus sentidos
Co'um meigo riso, co'um olhar piedoso:
Amor, o injusto Amor, nume doloso,
Insensível penedo a meus gemidos,
Me exala sobre os tímidos ouvidos
Estas vozes cruéis em tom raivoso:
«Tu, que já desfrutaste os meus favores,
Tu, que na face de Gertrúria bela
Néctar bebeste, mitigaste ardores,
Não tornarás, não tornarás a vê-la:
Lamenta, desgraçado, os teus amores,
Acusa, desgraçado, a tua estrela.»