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Sonetos

D'Elmano antes da morte é morto o canto

D'Elmano antes da morte é morto o canto,
Do Pindo inspirações já lhe não descem;
Mas inda aos que em seus males se enternecem
O que somente é dor, parece encanto.
Ah! Ditoso o que deve à pátria tanto,
Ditoso, o que altas Musas enobrecem:
Bem que afinadas opressões não cessem
De abrir-lhe mais e mais a fonte ao pranto!
Da mente, em que fervia o gás sagrado,
Um Deus, que respirei, já não respiro,
Um Deus, por quem do nada estou salvado:
Nos versos, que te dou, talvez deliro;
Da sorte aos meus pousar foi já mandado,
E aos teus impõe seguir da fama o giro.

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