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Sonetos

Da rama escura de letal cipreste

Da rama escura de letal cipreste
Em sonhos vi c'roada a bela Armia;
Alvas, mimosas carnes lhe envolvia
Da negra morte a lutuosa veste:
Vagueava o meu bem n'um ermo agreste,
Onde o mocho agoureiro se carpia,
Não tão meiga e gentil como algum dia,
Mas inda conservava um ar celeste:
«Esta que vês (me disse em tom magoado)
Que não creste mortal, mas divindade,
É sombra vã, fantasma inanimado.»
Eis ferido de amor, e de saudade,
Grito, acordo, e seguiu-se (oh duro fado!)
A funesta visão fatal verdade.

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