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Sonetos

N'esta, do feio opróbrio estância feia

N'esta, do feio opróbrio estância feia,
Que abafas, mãe das trevas, com teu manto,
Muda tristeza, carrancudo espanto
O amotinado espírito me anseia:
Das sombras abrigada a frágil teia
Urde Aracne sagaz de canto em canto,
Minha imaginação faz outro tanto,
Mil tristes pensamentos forma, enleia:
Minha imaginação de algoz me serve,
Forçando-me a que os gostos d'algum dia
Submersos d'este horror no abismo observe:
D'encontradas visões na fantasia
Baralhado tropel me cai, me ferve,
E n'esta confusão reluz Armia.

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