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Sonetos

Na acesa fantasia estou medindo

Na acesa fantasia estou medindo
Os passos, e as ações da minha amada;
Noto-lhe o puro colo, a mão nevada,
Os olhos divinais, o gesto lindo:
Vejo-a com doces lágrimas sentindo
Minha acerba opressão de horror cercada,
E em torno da beleza amargurada
As Graças soluçando, Amor carpindo:
A tudo quanto a vê, quanto a rodeia
Té mesmo irracional e inanimado,
Obriga a suspirar, comove, anseia:
E de a ter com meus males consternado
Talvez lá na profunda estância feia
Dê também algum ai meu duro fado.

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