Sonetos
Nestóreos dias, que sonhava Elmano
Nestóreos dias, que sonhava Elmano,
Brilhantes de almos gostos, d'áurea sorte,
Pomposa fantasia, audaz transporte.
As asas cerceai do orgulho insano:
Plano de um númen contradiz meu plano,
E quer que se esvaeça, e quer que aborte;
Eis, eis palpita, percursor da morte,
No túmido aneurisma o desengano:
Adeus, oh gênios que Olisseia admira!
Cantor, que honrastes, honrareis cantores,
Versos, pranto lhe dai, que Elmano expira!
Deixai-lhe a cinza em paz, fatais Amores;
E vós do extinto vate a campa, e lira,
Virtudes, que exaltou, cubri de flores!