Sonetos
No abismo tragador da Humanidade
No abismo tragador da Humanidade
(D'ela, d'ela não só, de quanto existe)
Co'a mesma rapidez, Elmano, ah! viste
Sumir-se a florescente, e a murcha idade!
Olha em muros, que veste a escuridade,
Olha a cor de teu fado, a cor mais triste:
Talvez (agora!... agora!...) ele te aliste
No volume, em que lê a eternidade!
Oh tochas funerais! Clarão medonho!
Da morte oh mudas, solitárias cenas!
Em vós arrepiado os olhos ponho!...
Ah! Por que tremes, louco? Ah! Por que penas?
Sonhas n'um ermo, e surgirás do sonho
Em climas d'ouro, em regiões amenas.