Sonetos
O corvo grasnador, e o mocho feio
O corvo grasnador, e o mocho feio
O sapo berrador, e a rã molesta,
São meus únicos sócios na floresta,
Onde carpindo estou, de angústia cheio;
Perdi todo o prazer, todo o recreio...
Ah malfadado amor, paixão funesta!
Urselina perdi, nada me resta;
Madre terra! Agasalha-me em teu seio:
Da víbora mordaz permite, oh Sorte,
Que nos matos aspérrimos que piso
As plantas me envenene o tênue corte!
Ah! Que é das graças? Que é do paraíso?
A minha alma onde está? Quem logra... oh Morte,
Quem logra de Urselina o doce riso?