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Sonetos

Se, vítima da ingrata, e do tirano

Se, vítima da ingrata, e do tirano
Que fazem lastimosa a tua sorte,
Ao peso de frenético transporte
Ceder teu coração, mísero Elmano:
Se àquele que o teu mal contempla ufano
Quiser teu fado que o prazer lhe aborte;
Se nas garras também da turva morte
Conhecer que a ventura é doce engano:
Se o seu despojo enfim se unir contigo,
Para que nem, oh triste, a paz possuas
Entre as eternas sombras do jazigo;
Zelosas despertando as cinzas tuas,
Revoltas pelo horror, pelo ódio antigo,
Hão de em negro montão fugir das suas.

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